
O Hemosc de Santa Catarina necessita da ajuda de todos que possam e que queiram doar sangue. O Sincor-SC conclama seus associados a entrarem nesta campanha para ajudar a salvar vidas. Seja um doador voluntário, incentive seus funcionários, amigos e familiares a fazer esta nobre ação.
Contamos com o seu apoio! Mais Informações podem ser obtidas no site www.hemosc.org.br
Como é a doação

A doação é a retirada de aproximadamente 450 ml de sangue, através de inserção de uma agulha em um dos braços. A coleta é feita por pessoal capacitado e sob supervisão de um médico ou enfermeiro, garantindo o bem estar do doador.
O ambiente deve ser limpo e confortável e o material descartável. Todo o processo da doação de sangue levam em torno de 45 minutos. Doar sangue não dói, nem prejudica a sua saúde.
Para realizar uma doação de sangue é necessário:
· Apresentar documento de identidade com foto;
· Estar Alimentado;
· Estar bem de saúde;
· Pesar mais de 50 quilos;
· Ter entre 18 e 67 anos; (16 e 17 anos acompanhado do responsável legal)
É muito importante saber que não é permitido doar sangue quem:
· Teve hepatite após os 11 anos de idade;
· Apresentar manifestações gripais ou resfriado no dia da doação;
· Tomou bebida alcoólica há menos de 12 horas;
· Fez tatuagem ou colocou piercing nos últimos 06 meses;
· Teve contato sexual com múltiplos parceiros nos últimos 12 meses;
· Faz uso de medicação;
· Fez cirurgia recentemente;
· Estiver grávida ou amamentando a criança menor de 12 meses;
· Tem algum tipo de alergia (deve estar sem crises no dia da doação);
· Fez procedimento dentário nos últimos 7 dias;
· Estiver com afta ou herpes no dia da doação;
· Tem hipertiroidismo ou tiroidite de hashimoto;
· Recebeu transfusão de sangue nos último 12 meses;
· Teve contato com água de enchente nos últimos 7 dias.
Endereços
Florianópolis
Avenida Professor Othon Gama D'Eça, 756
Praça D. Pedro I - Centro
(48) 3251-9700
Blumenau
Rua Theodoro Holtrup, 40 – Vila Nova
(47) 3222-9800
Chapecó
Rua S Leopoldo, 391 - Esplanada
(49) 3329-0550
Criciúma
Av. centenário, 1700 - Santa Bárbara
(48) 3433-6611
Joaçaba
Avenida XV de Novembro, 49 - Centro
(49) 3522-2811
Lages
Rua Felipe Schmidt, 33 - Centro
(49) 3222-3922
Tubarão
Rua Santos Dumont s/n
(48) 3621-2405
Joinville
Av. Getúlio Vargas, 198 - anexo ao Hospital Municipal São José
Telefone: (47) 3433-1378
Jaraguá do Sul
Rua Waldomiro Mazurechen, 80
(47) 3055-0454
Canoinhas
Rua João da Cruz Krailing, 1050 – Centro
(47) 3622-6900

Cerca de 500 corretores de seguros de todo o Estado estiveram presentes no Ecoseg - Encontro de Estadual de Corretores de Seguros de Santa Catarina, realizado pelo Sincor-SC com apoio da Fenacor, entre os dias 28 e 29 de julho, em Balneário Camboriú
Na abertura do evento, o presidente Odair Roders elogiou o quadro associativo composto por profissionais comprometidos, capacitados, responsáveis, éticos e atentos à evolução do mercado. “Temos trabalhado exaustivamente em campanhas de marketing exaltando a importâncias dos profissionais qualificados. Tivemos vitórias memoráveis, como a aprovação da nossa autorregulamentação no Congresso Nacional, apoiada pela luta incansável do deputado federal Armando Vergílio. Acompanhamos, também, a tramitação do Projeto de Lei do deputado estadual Jean Kuhlmann, que torna obrigatória a presença do corretor de seguros nas operações, faltando apenas a sanção do governador”, assinalou Roders.
Também presente na abertura do evento, o presidente do Sindseg-SC Paulo Lückmann afirmou que a oportunidade dada pelo Ecoseg aos profissionais significa estimular talentos. “Os corretores e profissionais aqui presentes podem se considerar empreeendedores porque os avanços do mercado são frutos da capacidade empreendora”. Segundo Lückmann é preciso mostrar cada vez mais o valor do mercado segurador sob o ponto de vista social, especialmente pela proteção que oferece à sociedade.
A promoção do Ecoseg foi enaltecida pelo presidente da Funenseg, Robert Bittar, que falou também em nome da Fenacor, presidida pelo deputado federal Armando Vergílio dos Santos Júnior. Bittar destacou o comprometimento dos corretores catarinenses com o desenvolvimento do setor e a estabilidade das relações institucionais entre o Sindicato das Corretoras de Seguros e o Sincor.
Durante dois dias, os profissionais presentes no Ecoseg participaram de palestras técnicas e motivacionais para enteder melhor a legislação que dispõe sobre a profissão, ferramentas de vendas, marketing pessoal e comportamento. Além disso, os profissionais puderam conhecer de perto as novidades do mercado em estandes montados pelas empresas HDI Seguros, Bradesco Seguros, Liberty, Marítima, Porto Seguro, Mapfre, Ala, Capemisa, Seguros Unimed, Centrauro, Generali Brasil Seguros, Tokio Marine e Virtual.
Como fortalecer a marca

“Você é a sua melhor marca”. Esse foi o tema da palestra com o empreendedor Jussier Ramalho no Ecoseg 2011. Natural do interior do Rio Grande do Norte, ele contou sobre a infância pobre e todos os desafios superados até alcançar o sucesso. Ele é proprietário de uma banca de revista e já foi apontado pela revista Carreira & Negócios com um dos 12 cases de sucesso empreendedor de 2008 e está entre os 20 palestrantes mais requisitados do Brasil.
Ramalho destaca que, na vida, tudo é concorrência e é preciso estar preparado para sair na frente dos concorrentes inovando e utilizando a criatividade. Segundo ele, somos 85% visuais, por isso a importância de uma boa aparência para os vendedores. “O mundo muda e nós temos que mudar também. Eu quero, eu posso, eu faço!”, é um dos lemas do palestrante.
Na opinião de Ramalho, não é a grande empresa que vai ganhar da pequena, mas é a empresa mais rápida que ganha da mais lenta. “Como consumidores, não queremos preço, queremos qualidade no serviço oferecido pelos corretores de seguro. Não existe produto caro, existe produto mal apresentado. Tudo depende da experiência que se proporciona. Não podemos pensar apenas em números, mas temos que nos preocupar com o cliente”, aconselha.
Outro alerta de Ramalho é para que os corretores dêem atenção às reclamações do cliente. “Quando um cliente reclama é sinal que ele está querendo continuar sendo seu cliente”. Para o palestrante, “vender não é atender, é entender o que o cliente quer”.
Atitudes vencedoras

“Quem faz sucesso na vida não é quem conhece os conceitos, mas quem faz com os conceitos o que as outras pessoas não fazem”. Essa foi uma das lições apresentadas por Carlos Hilsdorf no Ecoseg 2011. Segundo ele, os clientes amam o que é diferente, uma vez que o cérebro humano é programado de forma que ele se lembre somente das coisas que emocionam e que são muito diferentes. “Às vezes moramos na mesma cidade há tanto tempo, passamos sempre pela mesma rua e não vemos uma loja ou uma casa, só nos damos conta da existência dela quando muda a fachada”, exemplifica.
Conforme Hilsdorf, a saúde das vendas pode ser comprometida por diversos fatores, entre eles:
- Tratar vendas e clientes como se fossem sempre os mesmo. Os bons vendedores são aqueles que fazem da venda uma coisa única.
- Falta de visão do futuro. É preciso pensar na fidelização do cliente.
- Armadilha da experiência. É mais fácil errar quando se tem 40 anos de mercado do quando se tem um ano, porque quando não se tem tanta experiência estamos atentos aos mínimos detalhes.
- Síndrome do Bombeiro. Precisamos ter foco, mas enxergar o que está ao redor.
- Abordagem antiga de vendas.
- Ilusão de Paretto. 80% do resultado financeiro que vendemos vem de 20% dos produtos. Mas, não podemos nos concentrar apenas nesses 20%. Ao não trabalhar os outros produtos no mix estamos matando a galinha dos ovos de ouro, porque é lá que os concorrentes estão crescendo.
- Baixa autoestima com relação à profissão.
“Para que possamos nos realizar como profissionais e encantar nossos clientes precisamos desenvolver uma estratégia diferente. Ninguém gosta da mesmice. Ouse ser diferente”, ensina Hilsdorf, concluindo que “o conhecimento vale mais que a informação”.
Responsabilidades do corretor

O código de Defesa do Consumidor responsabiliza o prestador de serviços pelas ações de seus prepostos. Ou seja, se houver uma falha quem vai responder é o corretor no campo civil. Informações como essas foram repassadas pelo advogado Antônio Penteado Mendonça na palestra intitulada “O corretor de seguros é responsável?”, apresentada no Ecoseg 2011.
Mendonça explicou em detalhes a lei do corretor de seguros. A legislação determina que “só ao corretor de seguros devidamente habilitado nos termos da lei e que houver assinado a proposta, deverão ser pagas as corretagens admitidas para cada modalidade de seguro, pelas respectivas tarifas, inclusive em caso de ajustamento de prêmios”. Da mesma forma, consta na lei que, nos seguros efetuados diretamente entre o segurador e o segurado, sem interveniência de corretor, não haverá corretagem a pagar. “Ou seja, o pagamento deve ser feito ao corretor, porém não é obrigatória a presença do corretor. A lei é ambígua”, contesta.
Os corretores de seguros, independentemente de responsabilidade penal e civil em que possam incorrer no exercício de suas funções, são passíveis das penas disciplinares de multa, suspensão e destituição. A lei também tipifica expressamente as responsabilidades civil e penal do corretor de seguros, além de elencar as penalidades administrativas às quais ele está sujeito pela Susep. “A responsabilidade civil do corretor de seguros é indiscutível”, afirma o especialista.
Além disso, Mendonça falou sobre o Decreto Lei 73/1966, que regulamenta todo o Sistema Nacional de Seguros Privados. “As leis são duras no sentido de penalizar o corretor. O Decreto atribuiu a responsabilidade profissional perante a Susep no caso do erro civil. A lei baliza, diz o que pode e o que não pode e se o corretor incorrer na falha que a lei prevê ele será penalizado com multa, suspensão temporária no exercício da profissão ou cancelamento de registro”, explica.
Ainda segundo a legislação, o corretor de seguros não é um profissional liberal, mas um profissional autônomo, considerado um prestador de serviços. Logo, as disposições do Código de Defesa do Consumidor aplicam-se a ele. “Os maiores riscos que ameaçam profissionalmente o corretor de seguros se dão na interação com o segurado e com a seguradora. Como todo ser humano, o corretor é passível de falhas e as relações de seguro são essencialmente relações interpessoais. O corretor de seguros profissional não pode operar sem a proteção de um seguro de responsabilidade civil”, adverte Antônio Penteado Mendonça.
Classe C - um novo perfil do consumidor brasileiro

Uma pesquisa sobre a mobilidade social e hábitos de consumo dos brasileiros foi apresentada por João Francisco Borges da Costa, presidente da HDI Seguros, no Painel das Seguradoras apresentado no Ecoseg 2011. O destaque foi para a mudança do perfil dos clientes com a ascensão da classe C e a necessidade dos corretores ficarem atentos e se prepararem para atender a este novo nicho do mercado. Segundo a pesquisa, a classe C vem crescendo a passos largos e o Brasil é um pais com alta expectativa da população em termos de melhora e ascensão financeira.
No estudo, uma das questões cita que, caso a renda das pessoas aumente, os itens que elas consumirão mais serão: supermercado, lazer, viagens, shopping e cinema; convênio odontológico; planos de saúde; e faculdade. Os principais itens que a classe C sonha em comprar são: carro, computador, TV LCD, e reformar ou trocar a casa ou apartamento. Os itens mais desejados pelas classes A e B são TV LCD seguida de reforma da casa ou compra de uma casa ou apartamento novo. A troca de móveis e geladeira é o desejo de boa parte dos brasileiros para os próximos dois meses, independentemente da classe social.
Quanto à relação da classe C com a internet, ela está restrita a um entre cada três brasileiros. Entre as classes A e B, dois terços tem acesso à internet. “A tendência é que a classe C esteja cada vez mais ligada à rede nos próximos anos”, prevê Costa.
A internet é usada principalmente para fins pessoais (lazer e entretenimento). Somente 26% dos entrevistados usam para fins profissionais. Comparada com as outras classes econômicas a classe C é a que mais usa a internet para a atividade profissional em detrimento do entretenimento.
Diante deste cenário, João Francisco Borges da Costa acredita que o desenvolvimento do e-commerce de forma geral deverá ocorrer em paralelo com o crescimento do Brasil e a entrada de novos consumidores, ávidos por comprar. “O crescimento do e-consumidor de classe C prevê a passagem do internauta por um processo de aprendizagem, começando pelo acesso, familiaridade com o meio online, bancarização, quebra da insegurança e compra de produtos”, aponta. A principal barreira para o e-commerce na América Latina, segundo ele, é a falta de segurança que os internautas ainda vivenciam para efetuar compras via internet.
Modelos de distribuição no Brasil

Os indivíduos estão com maior poder de compra e se protegendo mais, especialmente no que se refere a coberturas pessoais. A participação do segmento de Pessoas é maior que a de Ramos Elementares na maioria das regiões, principalmente do seguro de vida. Esses foram alguns dados compartilhados com o público do Ecoseg 2011 por Luis Maurette, presidente e CEO da Liberty Seguros. “Os países com maior potencial de crescimento são os emergentes e o Leste Europeu. Os países do BRIC, do qual o Brasil faz parte, têm um dos maiores potenciais de crescimento. Temos uma situação privilegiada por fazer parte de um dos pouco mercados do mundo que estão crescendo e no qual a penetração é muito baixa”, analisa.
Segundo Maurette, o mercado de seguros no Brasil cresceu 22,1% de 2003 a 2009 e representa uma participação de 3,1% no PIB Brasileiro. No entanto, há restrições ao desenvolvimento de seguros no BRIC, como as limitadas formas de acesso para os segurados, monopólios e restrições da participação de estrangeiros.
Ao comparar os modelos de distribuição do Brasil aos dos Estados Unidos, ele diz que maioria dos países analisados tem uma rede de distribuição mais simples se comparada ao mercado americano, com exceção da Espanha e de Portugal. No Brasil, o canal mais tradicional são os corretores e os não tradicionais utilizados são os bancos e call centers. Já nos EUA os canais tradicionais são: direto, agentes e corretores e os não tradicionais mais utilizados são call centers e internet.
No Brasil, conforme análise de Maurette, grandes corretores são considerados muito profissionais, independentes e bem equipados. Os bancos comerciais são outra alternativa de distribuição de seguros e tendem a se concentrar em produtos de Vida, Previdência e Capitalização, que oferecem menor risco e maiores margens. “Os corretores brasileiros têm que se recriar. Não vejo como um corretor pequeno pode subsistir trabalhando com mais de cem companhias de seguros”, avalia.
O futuro chegou para o Brasil

“O futuro chegou ao Brasil e para ficar. É um privilégio viver e investir no Brasil, um país de grandes oportunidades, que tem se destacado no cenário mundial. E o mercado de seguros não é diferente”. As observações são de Ricardo Saad Affonso, diretor presidente do Auto/RE do Bradesco Seguros, que levou ao Ecoseg 2011 uma análise sobre o cenário mundial de seguros.
Segundo o especialista, o Brasil é o 15o no ranking de seguros no mundo, o que não condiz com a posição do país na economia mundial. Onde o seguro penetra mais no Brasil é no Sudeste, que concentra 56% de tudo o que se produz no país no ramo de seguros. O Sul fica em segundo lugar com 16,6%, o Nordeste com 13,1%, Centro-Oeste 9,2% e Norte 5,1%.
Affonso acredita que junto ao ritmo acelerado do setor financeiro (aumento da oferta de crédito) o processo de ascensão social deverá continuar ocorrendo, aumentando, por consequência, o tamanho do mercado consumidor brasileiro. “O Brasil hoje tem uma das taxas de desemprego mais baixas do mundo, de 6,2%. Na Espanha, o desemprego na faixa de 18 a 25 anos chega a 26% e assim se repete em vários países da Europa. O pleno emprego foi o que salvou o Brasil da crise”, analisa. De outro lado, ele avalia que a infraestrutura brasileira não estava preparada para receber esses consumidores, como a dificuldade de se viajar de avião, falta de mão-de-obra, etc.
Os novos consumidores, a chamada Geração Y, conforme explica Ricardo Affonso, está sempre conectada, procura informação fácil e imediata, prefere computadores a livros, prefere e-mails a cartas, digita ao invés de escrever, vive em redes de relacionamento, compartilha dados, fotos, hábitos e está sempre em busca de novas tecnologias. O desafio é: como atingir esse público? “Se não conseguirmos estabelecer contato com esse público de forma tecnológica ficaremos para trás. E não apenas em venda, mas em relacionamento”.
Riscos declinados: tem solução?
As polêmicas em torno dos riscos declinados foram discutidas por especialistas em um painel específico sobre o tema no Ecoseg 2011. O corretor de seguros Boris Ber, de São Paulo, citou situações difíceis vivenciadas por ele especialmente em indústrias têxteis e madeireiras com relação aos riscos declináveis. “O ressegurador passa a exigir nos seus contratos um cuidado muito maior, com uma aceitação muito mais rígida. Com os novos contratos restringindo atividades e o ressegurador fazendo mais exigências fica mais difícil”, aponta.
Ber foi responsável por formar um grupo para discutir o assunto e buscar auxílio da Fenseg para uma solução. “Eu acredito em soluções construídas na base e elevadas para o poder de decisão. Nos nossos estudos constatamos que não podemos ter taxas tão baixas e achamos que o corretor deve se responsabilizar pelas vistorias prévias, podemos pensar em ferramentas que dêem a oportunidade para o seguro ser melhor elaborado com a capacidade de geração de prêmios e melhores coberturas”.
Na opinião do diretor técnico da Mapfre Seguros, Wady José Moura Cury, o desafio está em todos os segmentos que compõem o mercado. “A questão é: riscos declináveis são causa ou efeito?”, questiona, apresentando uma pesquisa apontando que 63% dos entrevistados diz que está mais difícil hoje contratar cobertura de resseguro. “Hoje, na gestão global de riscos, as seguradoras estão vivendo um momento de alta exigência. O modelo de gestão que tínhamos há dez anos é completamente diferente do atual. O capital econômico do acionista tem um patamar diferenciado no seu valor monetário”, compara. Além disso, citou fatores que dificultam para as seguradoras como maior exigência das reguladoras com relação às resseguradoras.
“Há riscos que não são aceitos em hipótese alguma nos contratos, há outros que são aceitos com determinadas restrições. O segurado fica numa questão complexa. O fato é que, determinados riscos no Brasil estão abandonados. Os segurados não investem, eles não gostam do seu próprio negócio. Como eu vou aceitar um risco desses? Haverá necessidade de modificação no futuro, mas ela passará pela consciência do segurado”, complementa Cury.
O diretor executivo da Bradesco Seguros, Humberto Marques, apresentou resultados de uma pesquisa interna com os clientes ligados ao banco Bradesco. “Constatamos que entre empresas com faturamento anual de até R$ 30 milhões com dois a cinco funcionários, somente 20% buscam uma transferência de risco através do seguro. Isso é péssimo para nós, mas abre um campo de reflexão. Entre empresas nessa mesma faixa de faturamento que tem de 26 a 30 funcionários 40% buscam seguros para garantir suas operações. Acima de 250 funcionários, 60% utilizam-se de um seguro para proteger suas operações”, relata.
Já nas empresas que faturam de R$ 30 a R$ 350 milhões por ano o cenário muda. Nessa base de faturamento, das empresas acima de mil funcionários, 90% utilizam-se de uma apólice de seguros para garantir riscos inerentes às suas atividades. “Temos novos negócios a serem feitos. Se tivermos uma massa maior teremos a possibilidade de acatar alguns riscos”, garante Humberto Marques.
O diretor comercial do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), José Farias, esclareceu que a abertura do mercado de seguros gerou ampliação da capacidade, novas coberturas, revisão de preço, exigências de informações e severa observância dos princípios técnicos. “Tudo tinha uma contrapartida a ser oferecida pelo mercado brasileiro aos resseguradores internacionais que estariam chegando ao país, como gestão de risco e melhor informação”, lembra. Os contratos passaram a ser extremamente robustos. “Estou otimista e tenho certeza que encontraremos soluções para esses casos”, observa.
Cenários da economia brasileira e mundial

O desequilíbrio das economias industrializadas, segundo Otto Nogami, pode ser provenientes de fatores como rendas mais altas, maiores IDHs e nível de satisfação plena. “O americano ganha em média 40 mil dólares por ano, renda quatro vezes maior que a do brasileiro, consequentemente uma capacidade de consumir quatro vezes maior que a nossa”, compara o especialista, em palestra ministrada no Ecoseg 2011. No entanto, com a satisfação plena, o consumo começa a cair. “No Japão, por exemplo, se poupa uma média de 47% dos salários. Imaginem a quantidade de recursos que as instituições financeiras no Japão possuem. Ou seja, podemos concluir que a economia dos EUA, da Europa ou do Japão chegou onde está porque em um determinado momento a população começou a poupar”, analisa.
Outro dado apresentado por Nogami é que a renda alta leva a uma relação de bem estar da sociedade maior. Para ter um IDH alto, é preciso melhorar a renda da sociedade. Entre os países que compõem o BRIC, o Brasil é o que tem maior potencial de crescimento nos últimos anos, segundo o palestrante. O grupo tem 43,6% da população mundial e representa 18% do PIB do mundo. “O desequilíbrio significa que poucos produzem muito e muitos produzem nada”, reflete o economista.
Nogami criticou a falta de relacionamento comercial do governo brasileiro com Estados Unidos, Ásia e Europa Ocidental. “Temos portos gigantescos e grande capacidade exportadora, mas o volume desse comércio é pouco representativo neste cenário”. O economista definiu como problemas crônicos no Brasil o que ele chama de “5 C’s”, que são: corrupção, Custo Brasil, China, contrabando e câmbio. As consequências são os indicadores econômicos que temos, como a taxa de poupança de 16% da renda, uma taxa de investimento de 18% do PIB, saldo das contas externas de US$ 24,3 bilhões, crescimento anual médio da produtividade dos fatores (eficiência na capacidade de produção) de 0,3% e inflação de 5,2% ao ano.
Nosso papel como cidadãos brasileiros, conforme destacou Nogami, é cobrar do governo, no desempenho da sua função: financiamentos e incentivos para pesquisa e desenvolvimento; investir em fontes renováveis de energia; reforma tributária e da previdência; investimentos em infraestrutura; e planejar o processo de crescimento do Brasil.
Sincor-SC adere ao Movimento Brasil Eficiente

Durante o Ecoseg - Encontro Estadual de Corretores de Seguros, ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho em Balneário Camboriú, o Sincor-SC aderiu ao Movimento Brasil Eficiente, que busca a simplificação e racionalização da estrutura tributária brasileira; redução gradual da carga tributária ao longo da próxima década chegando a 25% do PIB; e transparência na cobrança de tributos. O movimento foi apresentado no evento pelo vice-presidente da Associação Empresarial de Joniville (Acij), Ernesto Heinzelmann.
O Movimento Brasil Eficiente reúne o setor produtivo nacional, federações empresariais, empresas de segmentos variados. Sem qualquer vinculação político-partidária, o movimento traça para os brasileiros um roteiro de ação capaz de conduzir o crescimento econômico e a geração de empregos à média decenal de 6% ao ano, praticamente dobrando a renda per capita da população em 2020. “Basta que o governo passe a gastar em despesas menos do que o crescimento do PIB e não o inverso, como está fazendo hoje”, afirma Heinzelmann.
O presidente do Sincor-SC Odair Roders assinou oficialmente a adesão ao Movimento Brasil Eficiente e a entidade disponibilizará um abaixo-assinado pela redução da carga tributária. Também assinaram o documento o presidente da Funenseg Robert Bittar e o presidente do Sindseg Paulo Lückmann.
Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de Santa Catarina - SINCOR-SC
Rua Coronel Vidal Ramos, 1 - Sala 601 - Jardim Blumenau - CEP: 89010-330 - Blumenau/SC - 47 3326-8894